ArtigosComo adquirir uma maquininha de cartão? Guia Completo Passo a Passo

Como adquirir uma maquininha de cartão? Guia Completo Passo a Passo

Comprar uma maquininha de cartão hoje é rápido: você entra no site da operadora, escolhe o modelo e recebe em casa em poucos dias. A parte que confunde a maioria não é a compra em si, é saber qual empresa escolher, quanto vai pagar e se precisa de CNPJ pra isso.

Por isso, o guia segue a mesma ordem em que essas dúvidas costumam aparecer.

Quais empresas vendem maquininha de cartão hoje

O mercado brasileiro de maquininhas hoje é dominado por poucas operadoras: Ton, Stone, PagBank, Mercado Pago, InfinitePay, SumUp e Yelly. Cada uma tem seus próprios modelos, taxas e regras de cadastro, e as diferenças entre elas vão muito além do preço da maquininha.

Ton e Stone pertencem ao mesmo grupo, mas atendem públicos diferentes. A Ton foca em quem vende como pessoa física ou tem faturamento menor; a Stone mira negócios já estruturados, com CNPJ e volume mensal mais alto. Já comparamos as duas lado a lado se você está em dúvida sobre qual faz mais sentido pro seu momento.

Praticamente todas essas empresas seguem o mesmo modelo: você paga a maquininha uma vez, sem aluguel, e só é cobrado pelas taxas em cima do que vende. Isenção de mensalidade virou padrão de mercado, não diferencial.

O que você precisa pra comprar uma maquininha

Na maioria das operadoras, basta ter CPF, documento de identificação e um número de celular pra fazer o cadastro. Não precisa CNPJ, não precisa abrir empresa, não precisa esperar aprovação de dias.

A única exceção relevante é a InfinitePay: a maquininha física exige CNPJ ativo. Quem não tem CNPJ ainda consegue vender usando o InfiniteTap, a versão que transforma o próprio celular em maquininha, mas o aparelho físico fica fora do alcance de quem só tem CPF.

Se você vende sem empresa formalizada, fizemos um ranking específico com as melhores opções pra quem usa só o CPF, incluindo taxas atualizadas e o que muda entre CPF e CNPJ na prática.

Se você já é MEI, a situação muda um pouco: algumas taxas e recursos ficam diferentes a partir desse ponto. Separamos as melhores maquininhas pensando especificamente nesse perfil.

Quanto custa uma maquininha de cartão

Você encontra maquininhas por menos de R$ 90 e outras acima de R$ 200. A diferença não está só no tamanho da tela: modelos mais caros costumam trazer internet própria, bateria maior e recursos extras de gestão, como controle de estoque e sistema Android completo pra rodar aplicativos. Modelos de entrada, por outro lado, cobrem o básico: chip, aproximação, Pix e impressão de comprovante, sem luxo.

Mesmo assim, o preço do aparelho raramente é o maior gasto. As taxas cobradas em cada venda pesam muito mais no orçamento ao longo do tempo, principalmente se você parcela com frequência. Quem escolhe olhando apenas o preço da maquininha costuma gastar mais depois.

Etapas para adquirir uma Maquininha de Cartão

Qual é a maquininha com a menor taxa

Essa é a pergunta que todo mundo faz primeiro, e a resposta certa é: depende do quanto você fatura por mês. Praticamente toda operadora trabalha com faixas de taxa que caem conforme o volume de vendas sobe.

A Ton, por exemplo, oferece uma taxa promocional bem agressiva nos primeiros 30 dias ou até você bater R$ 5 mil em vendas. Depois disso, a taxa sobe, mas ainda fica competitiva pra quem fatura acima de R$ 3 mil por mês. Quase todas as operadoras trabalham desse jeito: a promoção acaba e entra a taxa normal. Antes de comprar, compare as duas.

Outro termo que aparece bastante é MDR, o nome técnico da porcentagem que sai de cada venda e se divide entre a operadora, a bandeira do cartão e o banco do seu cliente. Explicamos em detalhes como esse cálculo funciona, o que ajuda a entender por que a mesma operadora cobra valores tão diferentes dependendo da modalidade de pagamento.

Se você recebe muito por Pix, vale prestar atenção na letra miúda. Algumas operadoras zeram a taxa só no QR Code gerado pelo aplicativo, e cobram depois do primeiro mês se o Pix for feito direto na maquininha física.

Pra ver o comparativo completo com todas as operadoras, taxas atualizadas e valor de cada aparelho, o nosso ranking de maquininha com menor taxa reúne tudo isso num lugar só. E se o seu negócio vive de venda parcelada, esse outro ranking foca especificamente em quem parcela bastante no crédito, já que a diferença de taxa entre operadoras cresce muito nessa modalidade.

Como escolher a maquininha certa pro seu negócio

Com tantas opções parecidas no papel, a escolha certa depende menos da tabela de taxas e mais do jeito que você vende. Alguns pontos costumam fazer mais diferença do que a maioria imagina:

Taxa depois da promoção. Toda operadora baixa a taxa no primeiro mês pra fechar a venda da maquininha. O que sobra depois disso é o valor que você vai carregar pelo resto do tempo.

Recursos que você realmente vai usar. Comprovante impresso, geração de QR Code de Pix, controle de estoque. Pagar mais caro por uma maquininha Smart compensa se esses recursos resolverem um problema real do seu dia a dia. Se não resolvem, é dinheiro parado na sua mão.

Bandeiras e formas de pagamento aceitas. Se seu negócio é no ramo de alimentação, vale conferir se a maquininha aceita vale-refeição e vale-alimentação, porque nem toda operadora trabalha com isso, e as que trabalham geralmente exigem CNPJ no ramo pra ativar essa função. Reunimos as melhores opções pra quem precisa aceitar VR e VA.

Se você está começando agora. Quem ainda não tem volume de vendas constante geralmente sai ganhando com uma maquininha mais barata e sem compromisso de longo prazo. Separamos as opções que fazem mais sentido pra esse momento do negócio.

Como comprar sua maquininha

O processo é praticamente igual em todas as operadoras:

  1. Acesse o site oficial da empresa escolhida
  2. Escolha o modelo de maquininha
  3. Preencha o cadastro com CPF ou CNPJ, conforme o caso
  4. Confirme o pagamento da maquininha
  5. Aguarde a entrega, que costuma levar poucos dias úteis

Antes de finalizar a compra, confira se o endereço é realmente o site oficial da operadora. Golpes usando páginas falsas de maquininha são comuns, principalmente em anúncios de redes sociais prometendo desconto exagerado. Se for usar um cupom de desconto, confira as condições reais antes de comprar.

Perguntas frequentes 

Preciso de CNPJ pra comprar uma maquininha de cartão?

Na maioria das operadoras, não. Ton, Stone, PagBank, Mercado Pago, SumUp e Yelly aceitam cadastro só com CPF. A InfinitePay é a exceção: o modelo físico exige CNPJ, embora o InfiniteTap, versão que usa o celular como maquininha, funcione com CPF.

A maquininha cobra mensalidade?

As principais operadoras do mercado hoje não cobram. Você paga o aparelho uma vez e depois só as taxas sobre o que vender. Se encontrar uma oferta com mensalidade, vale comparar com o restante do mercado antes de fechar.

Dá pra usar a mesma maquininha se eu abrir CNPJ depois?

Dá. Na maioria dos casos, é só entrar em contato com a operadora e pedir a atualização do cadastro. A maquininha continua funcionando, só muda o documento vinculado à conta.

Qual maquininha compensa mais pra quem está começando?

Depende do quanto você pretende vender e de como vende. Se a resposta ainda é incerta, priorize a operadora com a menor taxa depois da promoção. Assim você não erra a escolha se o seu volume mudar de mês pra mês.

Gabriella Fernandes
Redatora no Maquininha Certa

Redatora de Conteúdo no Maquininha Certa e Especialista em Finanças Empresariais. Com experiência em Comunicação e Marketing, seu foco é simplificar o universo dos meios de pagamento, transformando informações complexas em artigos práticos para auxiliar pequenas e médias empresas.